quarta-feira, 6 de março de 2024

Processo de Reembolso de Passagens Aéreas


Processo de Reembolso de Passagens Aéreas

Estou ha duas semanas revisando o processo de reembolso de uma Cliente que tem um gasto de R$ 9 milhões por ano em Viagens Corporativas, sendo que deste montante R$ 5.8 milhões são gastos em passagens aéreas. Dentro dos trabalhos que realizamos, o Reembolso é sempre um ponto crítico, uma dos principais perdas e existe uma média de 06% do total de despesas com passagens aéreas que são pagas, mas não utilizadas.

O que tem chamado a atenção no Processo de Reembolso é a questão da responsabilidade. Neste caso específico, que estamos trabalhando, a Agência de Viagens foi trocada recentemente; como todo processo apurado foi levantando no passado, acionamos a antiga Agência que prestou o serviço, entretanto, essa antiga Agência informou que não vai colaborar, pois não tem mais vínculo com o cliente e que o mesmo recorresse direto à companhia aérea! Diante disto, recorremos à LEI.

A LEI n° 8.078 de 1990, o CDC (Código de Defesa do Consumidor) torna indivisível a responsabilidade, devendo o consumidor ver seus danos – materiais ou morais – ressarcidos sem repartição de responsabilidades.

Não obstante, cabe ainda trazer à lume todo o entendimento a Carta Magna, a Constituição Federal do Brasil em seu artigo 5º, inciso XIV, “É assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional” e Artigo 5º e artigo 170, também tratam do tema em seus incisos seguintes, resguardando o consumidor de todo o direito para obtenção das informações que constem em seu nome, existente em bancos de dados sejam eles públicos ou privados.

Sugiro que a Agência sempre consulte um Advogado especializado em Direitos Empresarias antes de se abster de uma solicitação de seu Cliente, pois ficou claro que a Agência é solidariamente responsável pelo produto que representa. Entretanto, existe o projeto de Lei nº 5.120-C/01, em trâmite no Congresso Nacional que visa à isenção de responsabilidade das agências de turismo diante do consumidor lesado, mas por enquanto vale a LEI n° 8.078 de 1990, o CDC (Código de Defesa do Consumidor).

Retornando ao assunto da negativa da antiga Agência, diante de nossa solicitação, nem preciso comentar que essa é uma visão limitada, o que costumo chamar de miopia administrativa; infelizmente atitudes desta natureza acabam manchando uma categoria de prestadores de serviços sérios, espero que essa “meia dúzia” de empresários jurássicos um dia sejam extintos, ou mudem o seu comportamento, para o bem do setor de viagens.

Mesmo sem muita colaboração, conseguimos levantar um numerário surpreendente, totalizando, até o momento R$ 389 mil em bilhetes pagos e não utilizados dentro do prazo para reembolso! Se você pensou que resolvemos os problemas sozinhos, você acertou em parte, porque sinceramente agora é que começa o drama!

Vamos abrir aspas: “quando o Cliente solicita o Reembolso a comissão da Agência é estornada e o valor do bilhete que até então estava repousando em uma conta investimento da companhia aérea tem que ser devolvido ao cliente”.

Por resolução da IATA (International Air Transport Association) quem deve solicitar o reembolso é a Agência de Viagens emissora, mas lembram que a Agência emissora neste caso negou qualquer apoio ao Cliente!

O desinteresse da antiga Agência em participar do processo de reembolso está sendo discutido na área Jurídica do Cliente com o apoio de nossa equipe de Jovens e promissores Advogados especializados em Direitos Empresarias.

Enquanto o assunto é discutido no Jurídico, buscamos orientação e respaldo na LEI e contatamos o Preposto, o proprietário do produto, a Companhia Aérea. Para nossa surpresa, as tradicionais companhias aéreas negaram qualquer colaboração, respaldadas em uma resolução IATA! Caros leitores, o que significa a resolução de uma “Associação Internacional” frente à Constituição Brasileira? Será que devemos engolir mais essa? Nesse jogo de empurra o único prejudicado é quem paga a conta: ou seja, o cliente. Este, quando mal assessorado, perde muito dinheiro, neste caso específico R$ 389 mil desceria pelo ralo da burocracia.

Contudo, posso informar aos leitores que tanto a Agência, quanto as companhias aéreas estão se movimentando, mas para isso acontecer, recorremos a meios judiciais cabíveis legalmente e disponibilizados ao consumidor para fazer valer seus Direitos.

Para as Agências que querem se diferenciar neste mercado, ofereça ao seu cliente Gestão de Reembolso Eficiente, Precificação FEE justa, mas acima de tudo, Transparência nos processos! Acredito que essa bandeira deve ser levantada por todos aqueles, que como eu, trabalham para que o nosso país seja levado a sério.

Finalizo este artigo agradecendo aos leitores pelos inúmeros e-mails que venho recebendo, elogiando a matéria sobre Comissionamento Internacional publicado anteriormente no Diário do Turismo; também tenho recebido e-mails de leitores com dúvidas em como Precificar sua Agência; tenho respondido todas as dúvidas e pretendo continuar cedendo algumas horas por semana para contribuir com aquele que está começando ou para aqueles que ainda tenham dúvidas em Precificação Fee. Para isso solicito aos leitores que encaminhem suas dúvidas para o e-mail marcos@cts-brasil.com

quarta-feira, 22 de maio de 2013

http://www.facebook.com/pages/CTS-Travel-Solutions/158960070939110

Auditoria na Conta de Viagens Corporativas - Pontos Importantes

Modalidades Fee ou Rebate:

1.Re-calcular a cobrança do Fee Contratado;
1.1 Transaction Fee;
1.2 Management Fee;
1.3 Flat Fee;
1.4 Success Fee;
1.5 Mix Fee; 

Revisar o repasses acordados; 
1.1 Comissão & Incentivo 
1.2 Apuração do Retorno rebate
1.3 Beneficios Acordados
1.4 Avaliar a aplicação dos benefícios, desconto na compra; 

Reembolso
1.1 Avaliação do processo de reembolso e pendências atuais; 
1.2 Rastrear bilhetes pagos e não utilizados, dentro do prazo; 
1.3 Solicitar e acompanhar os creditos de reembolso devido a CONTRATANTE.

Revisão do Meio de Pagamento
1.1 Cartão de Crédito Virtual; 
1.2 Cartão Corporativo; 
1.3 Faturamento Fornecedores; 
1.4 Analisar modalidades de cobranças acordadas vs realizadas. 

Tributos
1.1 Identificar passivos referentes a responsabilidade Solidária e Subsidiária; 
1.2 Apurar o recolhimentos Tributários, Trabalhista e Previdenciária da CONTRATADA onde a CONTRATANTE é solidáriamente responsavel.

Espero que esse modesto lembrete ajude no dia-a-dia de quem precisa.

Abraço a todos,
Marcos Costa
Diretor CTS Travel Solutions

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Decolar, Submarino e Viajanet terão que ser mais transparentes - Diário do Turismo

DESTAQUE DO DT
14/5/2013

Decolar, Submarino 

e Viajanet terão que 

ser mais transparentes


Redação do DT
As principais agências de turismo on-line do Brasil, Decolar, Submarino Viagens e Viajanet, terão agora que informar ao consumidor, de forma objetiva, todas as taxas e encargos cobrados na página inicial de seus sites.  Um termo de compromisso foi assinado na tarde desta segunda-feira (13), no Ministério Público (MP) de São Paulo. no qual se comprometem a informar ao consumidor, de forma clara, taxas e demais encargos cobrados na venda de passagens aéreas na página inicial de seus sites.
 
De acordo com a promotora de Justiça do consumidor do MP, Eliana Scucuglia esse acordo é o primeiro passo para que outros canais de venda de passagens aéreas façam o mesmo. “Esse termo abre um precedente", disse ao jornal Valor Econômico. 
 
Foram assinados três termos diferentes com cada empresa, por se tratarem de três inquérito civis individuais, “mas os conteúdos são idênticos”. Eliana afirmou que o Conselho Superior do Ministério Público ainda vai “receber os autos nos próximos dias”, para avaliação e homologação. A decisão é colegiada, segundo Eliana.
 
Decolar, Submarino e Viajanet terão que ser mais transparentes - Diário do Turismo

Abav Nacional alerta sobre fraudes na emissão de bilhetes


Abav Nacional alerta sobre fraudes na emissão de bilhetes

Abav Nacional enviou um comunicado para as áreas Tam, Gol, Avianca e Azul falando sobre o “grande número de ocorrências apresentadas à entidade”. “O que a associação pretende é solucionar esses casos fraudulentos de criminosos, que fogem totalmente da alçada de uma agência de turismo, a qual se vê à mercê de tais práticas ilícitas, ocorridas mediante a invasão dos sistemas de reservas das próprias companhias aéreas”, explica o presidente da entidade, Antônio Azevedo.

Veja abaixo, na íntegra, o comunicado da Abav Nacional:

"Tendo em vista o grande número de ocorrências apresentadas à Abav e referentes a fraudes na emissão de bilhetes aéreos, a entidade encaminhou, esta semana, um documento à Tam, Gol, Avianca eAzul, solicitando uma investigação profunda.

O fato é que inúmeras agências de turismo – entre pequenas, médias e grandes –, assim como operadoras e consolidadoras, estão sofrendo cobranças incisivas das companhias aéreas no que diz respeito aos bilhetes emitidos em seus sistemas, sendo que tais reservas e emissões não foram realizadas efetivamente pelas respectivas agências.

O que a entidade pretende é solucionar esses casos fraudulentos de criminosos, que fogem totalmente da alçada de uma agência de turismo, a qual se vê à mercê de tais práticas ilícitas, ocorridas mediante a invasão dos sistemas de reservas das próprias companhias aéreas.

Neste sentido, a Abav Nacional espera, a partir do comunicado, uma resposta colaborativa e eficaz para que sejam solucionados os casos injustos já ocorridos e apresentados.

De acordo com a entidade, as agências que estão passando por essas situações já estão orientadas a envolver a autoridade policial para averiguação e criação de provas, além das condutas necessárias em esfera judicial.”



Abav Nacional alerta sobre fraudes na emissão de bilhetes

terça-feira, 30 de abril de 2013

Marcos Costa, diretor da CTS Travel Solutions: 'as fraudes continuam' - Diário do Turismo

EXCLUSIVO
Foto: arquivo DT - 30/4/2013

Marcos Costa, 

diretor da CTS Travel

Solutions: 'as fraudes

continuam'


Redação e Edição do DT


Sócio-diretor da CTS Travel Solutions, criada em 2007 com a proposta de auxiliar empresas na gestão financeira de viagens e eventos corporativos, Marcos Costa tem contribuído de forma significativa na recuperação de valores mal aplicados e mal gerenciados relacionados à compra e reembolso de passagens aéreas. Segundo ele, em entrevista exclusiva ao DIÁRIO, até dezembro de 2012, os projetos realizados por sua empresa de auditoria resultaram em mais de R$ 31,2 milhões em economia e recuperação de valores para os seus clientes, atingindo um total de R$ 204,5 milhões revisados, uma média superior a 15% em economia.
“Desenvolvemos metodologias e processos que garantem às empresas alto desempenho na gestão de viagens e eventos corporativos”, disse ao DT. A CTS Travel Solutions já prestou serviços a empresas como a Amgen Bergamo, Bayer, HDI Seguros, L´Oréal, Novo Nordisk, Air Liquide, Liberty Seguros, DHL e CSU, entre outras. Acompanhe, abaixo, entrevista esclarecedora, concedida ao Conselho Editorial do DT:
"O mercado se adaptou rápido e criou novas formas de continuar burlando os processos e se beneficiando de forma fraudulenta ao despreparo de gestores"
DIÁRIO : Em 2009, em entrevista ao DIÁRIO,  o senhor apontava que alguns acordos entre empresas da área do turismo corporativo não eram honrados, impostos não eram recolhidos por operadoras e a comissão das agências não eram retidas nos estados onde os bilhetes eram emitidos. O que mudou de lá para cá? 
MARCOS COSTA Muita coisa mudou, novas regras foram criadas, novos controles foram estabelecidos, entretanto, o mercado se adaptou rápido e criou novas formas de continuar burlando os processos e se beneficiando de forma fraudulenta ao despreparo de gestores, agências e empresas. Os alvos são os mesmos: empresas públicas e privadas, às vezes por falta de conhecimento, outras vezes por negligência, mas boa parte dos envolvidos nesta categoria de despesas, viagens e eventos corporativos fazem parte do esquema, onde todos de alguma forma se beneficiam, seja por gordas comissões ou até mesmo por viagens para familiares e amigos.   
DIÁRIO: Que cobranças irregulares são essas? É possível detalhar? 
MARCOS COSTA - Sim, são diversas as formas de prejuízo, vamos citar algumas apenas para ilustrar a criatividade do brasileiro, infelizmente neste caso para o mal. A bola da vez agora são os sistemas de compra online; toda agência tem um e a grande maioria das empresas já utiliza um sistema de compra online, acontece que os sistemas são facilmente manipulados pelos fornecedores, principalmente aqueles que são oferecido “de forma gratuita”.
DIÁRIO – Dê um exemplo...
MARCOS COSTA - Em uma determinada empresa identificamos que a tarifa disponível para compra da passagem  aérea estava 20% mais cara que a mesma tarifa, na mesma classe, data, destino, tudo igual ao site da companhia aérea. Na primeira análise achávamos que tinha sido um erro, e que te fato não havia como a agência se beneficiar com esse “marke up”, já que nosso cliente pagava no cartão dele, então o valor deveria ir direto para companhia aérea. Para nossa surpresa a agência também era estabelecimento e usava o cartão na própria agência e faturava a compra na companhia aérea; desta forma ela recebia da administradora do cartão o valor 20% mais caro e pagava para a aérea o valor correto na fatura. Para o cliente, o valor que foi autorizado e cobrado, serão iguais, desta forma a auditoria interna da empresa nunca acharia essa fraude, neste caso, sendo um cliente nosso identificamos a tempo de maiores prejuízos.
DIÁRIO – Acontecem casos também com o setor público?
MARCOS COSTA – Com certeza! Uma situação são as tarifas que deveriam ser utilizadas apenas por empresas publicas (que na realidade não faz nenhum sentido ter sistema diferenciado do privado, mas é assim que funciona). Por exemplo, na tarifa de uma empresa pública a comissão do fornecedor tem que estar embutida no preço, já para empresas privadas a cobrança tem que ser através da Taxa DU, (pasmem, uma grande TMC do Brasil diz, sim ainda diz, aos seus clientes que esta Taxa DU é uma taxa administrativa da companhia aérea, assim sendo esta tal TMC precisa cobrar o Fee para realizar o atendimento, mas na prática retém a Taxa DU, e ainda recebe o Fee). 
Voltando ao assunto, para aqueles empresas que sabem que Taxa DU é comissão e portanto retiram do sistema, a fraude funciona da seguinte forma: neste caso primeiro o fornecedor já deve ter em seu portfólio uma empresa pública, isso é fato real;  o fornecedor recebia o Fee (taxa administrativa) pelo serviço, retirava a Taxa DU do sistema, mas na hora da emissão da passagem utilizava a unidade operacional da empresa pública, ou seja, novamente ganhava duas vezes, cobrava o Fee e emitia a passagem em uma tarifa onde a comissão por LEI (eu nunca entendi essa LEI, já que ela facilita a corrupção) tem que estar embutida no valor da Tarifa, desta forma não aparece no e-ticket, não aparece no extrato do cartão, fica tudo camuflado. Por isso eu falo, sempre desconfie quando algum fornecedor ganhar uma concorrência praticando um Fee muito baixo. 
DIÁRIO- Qual o preço médio de um Fee, hoje?
MARCOS COSTA - Segundo o Sindetur (Sindicato das Empresas de Turismo) O valor do Fee para cada transação tem que girar em torno de R$ 50,00, já recebemos proposta de Fee por R$ 3,80 que foram eliminadas, mas sabemos que a mesma proposta ganhou a concorrência de uma grande construtora, ou seja, menos de 10% do valor recomendado pelo Sindetur.
"Os sistemas não funcionam adequadamente, o processo de reembolso foi desenvolvido para nunca acontecer, já que a dificuldade criada é tão grande e o cliente perde pelo cansaço"
DIÁRIO – Como é possível em uma empresa, com todas as ferramentas tecnológicas que tem, não identificar um reembolso que não foi feito? O senhor pode detalhar o processo?
MARCOS COSTA Os sistemas não funcionam adequadamente, o processo de reembolso foi desenvolvido para nunca acontecer, já que a dificuldade criada é tão grande que o cliente perde pelo cansaço. Primeiro passo; - o cliente identifica a necessidade de solicitar o reembolso por um serviço não utilizado, isso para os casos que o cliente consegue identificar. O segundo passo; - o fornecedor precisa processar o pedido até aqui o sistema online ajuda, pois informa que foi solicitado o reembolso, mas a partir daqui a confusão começa. Terceiro passo; - solicitar o reembolso, por exemplo, para  a companhia aérea, é um verdadeiro martírio, o pedido em alguns casos, para aéreas nacionais, tem que ser feito por e-mail, então não há protocolos ou qualquer controle que ajude, além do e-mail, para saber se o pedido foi atendido, a aérea não informa número de documento ou carta do processo, nem tão pouco os valores reembolsados ou as eventuais multas, até este ponto o cliente não sabe mas já perdeu mais 30% dos seus pedidos.Quarto passo; - identificar no cartão o crédito e conciliar com o pedido, em alguns casos fica muito tempo o crédito retido no cartão por falta de informação gerencial, aqui se perde mais uns 20% dos pedidos. Quando o valor retorna para o cliente na maioria das vezes o cliente não consegue alocar o crédito no centro de custo do pagante. Chegamos a encontrar situações que o cliente de uma grande empresa americana, não aceitava os créditos que não conseguia identificar a origem. Resumindo: do primeiro ao último passo, seguramente se perde mais de 50% dos créditos devidos, isso em um cenário com algum controle, ainda tem muita empresa perdendo mais de 80% dos seus reembolsos por falta de gente capacitada.   
DIÁRIO – Identificada a fraude, as empresas ou as pessoas responsáveis por tal delito, já foram criminalizadas? 
MARCOS COSTA – Esse é um ponto bem delicado, pois as empresas não querem ver sua imagem ligada a processo falhos, ou fraudes, principalmente as de capital aberto, a grande maioria que identifica a participação de um gestor opta a apenas desligá-lo do cargo. Mas temos um caso emblemático, onde a gestora que até então era referência no mercado de viagens corporativas saiu escoltada da empresa e ainda foi demitida por justa causa, por se beneficiar do esquema de fraude, que gerou milhões em prejuízo, juntamente com os fornecedores.
DIÁRIO – Existe também a retenção de comissão em fee, prejudicando a agência de viagem? 
MARCOS COSTA Quando a ganância é grande as pessoas ficam cegas e querem ganhar mais do que deveriam, e acabam deixando de receber ou de cobrar o que de fato é de direito. Isso tem ocorrido sim, algumas agências não sabem precificar direito e acreditam que darão um jeitinho de ganhar por fora. Todos os nossos clientes pagam por todos os serviços e na maioria deles pagam por um preço superior a média para não caírem neste tipo de armadilha, em alguns casos quando realizamos o processo de concorrência, desclassificamos proposta com preço muito baixo, pois foge da realidade. Acredito que desta forma estamos contribuindo para um amadurecimento do setor de viagens e eventos corporativos e ao mesmo tempo separando o joio do trigo. Estamos ampliando nossa atuação e em breve vamos realizar Auditoria nas Agências, para aquele sócio ou investidor que não entende do negócio e precisa ter certeza da receita que entra.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Má gestão e fraudes representam 15% do gasto das empresas com viagens corporativas

Má gestão e fraudes representam 15% do gasto das empresas com viagens corporativas


Má gestão e fraudes representam 15% do gasto das empresas com viagens corporativas

SÃO PAULO - Segundo pesquisa, cobranças indevidas, reembolsos não realizados e acordos não aplicados são os maiores problemas...

Camila Moura
foto: Creative Commons - Reprodução autorizadaSegundo balanço, até dezembro de 2012 os projetos de revisão técnica resultaram em mais de R$ 31,2 milhões em economia e recuperação de valores para os seus clientes.
Segundo balanço, até dezembro de 2012 os projetos de revisão técnica resultaram em mais de R$ 31,2 milhões em economia e recuperação de valores para os seus clientes.
SÃO PAULO - Um pesquisa realizada pela empresa Corporate Travel Solutions - CTS, especializada em gestão financeira de viagens e eventos corporativos, apontou que grandes empresas tem um prejuízo de 15% neste setor. Cobranças irregulares, reembolsos não realizados e acordos comerciais não cumpridos seriam os principais motivos revelados. As revisões técnicas realizadas demonstraram que este percentual pode ser atribuído à má gestão ou gestão fraudulenta.
O diretor da CTS, Marcos Costa, admite que nos últimos cinco anos, houve um aumento tímido na busca pelos serviços oferecidos. Segundo Costa, os gestores destas empresas sabem, na maioria das vezes, que há falhas e desvios e até contam com eles por considerarem a dificuldade de se fazer o controle destas despesas. Segundo o empresário, a maioria das empresas banaliza o tema e busca por profissionais dentro da própria companhia para cuidar do departamento ou passa a responsabilidade para o departamento de compras. “Nossa maior dificuldade é lidar com os responsáveis pelo travelling, que encaram nosso trabalho como se fossemos apontar falhas de sua gestão. No entanto, se temos acesso direto ao gestor de finanças, isso deixa de existir.”
A empresa é capaz de fazer uma revisão dos últimos cinco anos de gastos buscando a recuperação de perdas. No entanto Costa admite que em grande parte dos casos, é possível reaver benefícios e reembolsos perdidos apenas nos últimos 12 meses. “Infelizmente, a legislação e a burocracia dificulta a cobrança em períodos maiores. Mesmo assim, este trabalho inicial mostra para o cliente qual o prejuízoreal da empresa”, afirma.
Prejuízos diversos
Segundo o levantamento, uma companhia que lida com mil transações mensais, perde um valor considerável se contabilizar cobranças duplicadas, taxas indevidas, multas, juros e bilhetes de avião pagos não utilizados. Outro ponto crítico, segundo Costa, são os reembolsos, que muitas vezes não são realizados da forma correta. “Não existe, por exemplo, bilhete de companhia aérea não reembolsável, mesmo que tenha sido comprado em uma promoção e não utilizado. Por falta de conhecimento e controle do processo, que é lento e burocrático, as empresas perdem muito dinheiro neste item”, alerta.
Há ainda, companhias que contratam agências de viagens pelo sistema de fee mensal, em que todo custo direto, indireto e o lucro do fornecedor estão embutidos no valor final. Entretanto, se houver qualquer benefício ou comissão paga por um fornecedor à agência, a mesma deve repassá-lo ao cliente. “Infelizmente, isso não acontece no Brasil. O que vemos é que estes valores acabam sendo retidos pelas agências e os contratantes acabam tendo prejuízos”, revela.               
A pesquisa aponta ainda que perde dinheiro também com acordos não aplicados. “Temos um caso em que determinada companhia aérea havia negociado com um dos nossos clientes um desconto de 12% sobre o valor da tarifa publicada. Quando realizamos a revisão, descobrimos que o desconto que estava sendo aplicado era de apenas 3%. Conseguimos reverter a situação no primeiro mês de validade do acordo, mas já houve casos em que clientes perderam mais de 80% dos benefícios do acordo em um ano por falta de gente especializada em analisar essa informação”, exemplifica Costa.
Segundo balanço da empresa, até dezembro de 2012 os projetos de revisão técnica resultaram em mais de R$ 31,2 milhões em economia e recuperação de valores para os seus clientes em um total de R$ 204 milhões revisados.